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27/06/2013 às 14:01:55

Davi Yanomami fala sobre manifestações

 


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27/06/2013 às 14:01:47

Davi Yanomami fala sobre manifestações

 


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25/06/2013 às 16:52:20

Filmes Indígenas

Brasil e Bolívia promovem mostra de filmes indígenas

As cidades bolivianas de La Paz e Santa Cruz serão palcos de uma mostra de cinema indígena de hoje (25) até sábado (28). O evento é promovido pelo Centro de Formação e Realização Cinematográfica (Cefrec) que apresenta filmes sobre os diferentes povos indígenas que vivem nos dois países, além de propostas de defesa dos direitos para as etnias.

Na Bolívia, autoridades, produtores culturais e cineastas defendem um Plano Nacional Indígena Originário de Comunicação Audiovisual com o objetivo de promover discussões sobre temas relacionados na região.

Alguns trabalhos são de cineastas indígenas, chamados de originários da Bolívia. O produtor cultural ZezinhoYube participará do debate que vai discutir a crise global agravada pelas diferenças econômicas e sociais, as mudanças climáticas, a fome e o posicionamento da América Latina neste contexto.

Também estão previstas discussões sobre os ideais do “viver bem” e do “bom viver”, respeitando as tradições e costumes dos povos indígenas, questões presentes nos filmes que serão apresentados na mostra.

* Com informações da agência pública de notícias da Bolívia, ABI


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25/06/2013 às 12:21:17

Barragens no Tapajós

Sob pressão, governo suspende estudos de barragens no rio Tapajós

 
Pressionado por dois meses de enfrentamento e resistência dos indígenas Munduruku, o governo federal suspendeu as pesquisas da região do rio Tapajós para a construção de hidrelétricas. O anúncio foi feito durante reunião em praça pública no final da tarde deste domingo, 23, em Jacareacanga, extremo oeste do Pará. Os pesquisadores que estavam em área indígena deixaram a cidade.“A Funai e o governo federal como um todo está suspendendo qualquer pesquisa que estiver sendo feita aqui na região de vocês”, afirmou a assessora da presidência da Fundação Nacional do Índio Lucia Alberg, apesar do ministro Gilberto Carvalho ter anunciado publicamente que não suspenderia nem obras, nem estudos. 

“Estamos nos sentindo muito felizes”, aponta o chefe dos guerreiros Paygomuyatpu Munduruku. “Ela [Funai] ainda não nos deu nenhuma prova disso, estamos esperando uma prova, mas estamos muito satisfeitos com o que ela disse”. Em maio e junho, os indígenas Munduruku realizaram um sem número de ações exigindo a suspensão das obras e estudos de barragens nos rios Tapajós e Teles Pires, onde vivem 13 mil pessoas do povo Munduruku.

Em maio, depois de uma assembleia que reuniu mais de 200 mulheres, caciques, lideranças e guerreiros, os Munduruku marcharam pelas ruas de Jacareacanga e juntaram-se a outros indígenas da bacia do Tapajós e do médio Xingu. Realizaram duas ocupações que paralisaram as obras da usina hidrelétrica Belo Monte por 17 dias, viajaram à capital federal, onde realizaram uma marcha, ocuparam a sede da Funai e fizeram protestos no Ministério de Minas e Energia e no Palácio do Planalto. Na última sexta-feira, um grupo de 40 guerreiros expulsou cerca de 25 pesquisadores (e deteve três deles) da empresa Concremat, prestadora de serviços do Grupo de Estudos Tapajós, consórcio composto por Camargo Correia, GDF Suez e Eletrobras, entre outros.

Neste contexto, os Munduruku sofreram um processo de criminalização, difamação e repressão por parte do governo federal. Notas públicas, declarações à imprensa e processos judiciais acusavam os indígenas de criminosos e mentirosos, questionando a legitimidade das lideranças Munduruku, que entraram com interpelação criminal contra declarações do ministro Gilberto Carvalho.

Pesquisadores
“Nós liberamos os pesquisadores. A gente não quer mais vê-los aqui”, explica a liderança Maria Leusa Kabá. “Se eles voltarem, nós vamos tirar a cabeça dos pesquisadores. Nós somos guerreiros. Nossos guerreiros antigos são conhecidos por serem cortadores de cabeças. Nós não esquecemos nosso passado”, afirma Leusa.

“Vamos continuar na nossa luta. A gente não quer que eles [estudos] sejam suspensos. Nós queremos que os estudos e as obras sejam cancelados. A suspensão é uma vitória parcial”, conclui Paygomuyatpu.

 

 


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25/06/2013 às 12:11:22

Genocídio do povo Avá-canoeiro

 BRASÍLIA — Iawi, cacique da tribo avás-canoeiros, que tem apenas oito integrantes e vive no interior de Goiás, está gravemente doente em decorrência de um câncer. Desde que foram retirados de sua região de origem para a construção da hidrelétrica Serra da Mesa, há 19 anos, os sobreviventes dessa etnia receberam mais de R$ 10 milhões em compensações financeiras de Furnas, responsável pela usina. Mas a burocracia federal impede o cacique — que liderou a comunidade ao longo desse tempo — de ter acesso aos recursos necessários ao seu tratamento.

“Caso esse indígena venha a óbito, a sobrevivência dessa etnia poderá entrar num risco maior do que já se encontra”, escreveu, em 28 de maio, a presidente interina da Fundação Nacional do Índio (Funai), Maria Augusta Assirati, em ofício à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde, no qual tenta evitar a eventual “morosidade que o tratamento venha a ter”, colocando à disposição recursos do convênio da Funai para custear o tratamento, um expediente extraordinário.
Com 53 anos, Iawi é o principal responsável pela sobrevivência dos avás-canoeiros em Minaçu, onde vivem também Nakwatxa, de 63 anos, Matxa, 73, Tuia, 43, Thrumak, 26, Niwatima, 24, e seu filho Paxeo, de 1 ano, além de Kapitomy’i, índio da etnia tapirapé de 26 anos, pai de Paxeo. Com um português pobre, ele é o interlocutor da comunidade com o mundo externo, o articulador e até o cozinheiro.
Sem prestação de contas
Os avás-canoeiros deveriam ter recebido R$ 6,9 milhões a partir de 1992 pelo primeiro convênio original entre Furnas e Funai. Com base na Lei de Acesso à Informação, O GLOBO solicitou acesso “aos balanços e extratos financeiros do convênio 10.323/92”, firmado entre a fundação e empresa. Na pasta entregue pela Funai, com mais de 200 páginas, há indicações de depósitos feitos por Furnas referentes ao convênio, mas nenhuma indicação de onde foram gastos os recursos. Não existe balanço ou prestação de contas em todos esses anos, ou, pelo menos, não a que a sede da Funai, em Brasília, tenha acesso. A reportagem do GLOBO esteve na aldeia em fevereiro e não notou sinal de que esses recursos tenham beneficiado significativamente o grupo.
Em 20 de maio, foi diagnosticado um linfoma marginal no baço e anemia hemolítica no índio Iawi. No dia 25 de maio, após muitas tosses, um raio X realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) revelou infiltrações no seu pulmão, para o que foi prescrito azitromicina. Após a retirada do baço, a equipe médica recomendou quimioterapia com o remédio rituximabe, que foi indicado à presidente Dilma Rousseff e ao ator Reinaldo Gianecchini, quando tiveram leucoses, tipo de câncer similar ao de Iawi. Mas o medicamento não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
Medicamento custa R$ 43 mil
Iawi, que deveria ter acesso aos milhões destinados à tribo, não conseguiu dar início ao tratamento contra o câncer por falta de recursos para a compra do medicamento. O tratamento custa entre R$ 43.128 e R$ 52.961, dependendo do número de doses necessárias.
Conforme assinalou Maria Augusta no ofício à Sesai em maio, o Estado brasileiro tem o papel de garantir a sobrevivência da etnia avá-canoeira. Assim, o governo agora corre contra o tempo para restabelecer a saúde do cacique Iawi. Para assegurar a Iawi um tratamento especial, a Funai pressiona a Sesai (do Ministério da Saúde), que, por sua vez, pressiona o Hospital das Clínicas, que é ligado ao Ministério da Educação. O esforço chegou a incomodar a equipe de hematologistas do HC da UFG.
— Para nós, não interessa a língua que fala ou o rosto que tem. Aqui no hospital são todos iguais e vamos oferecer o máximo que pudermos dentro de nossas competências — disse José Garcia Neto, diretor geral do hospital.
Se não bastasse esse jogo de empurra entre órgãos do governo federal, a Sesai apelou para uma alternativa ainda mais heterodoxa: a Justiça. Segundo informe da coordenação de acompanhamento das ações de saúde da Funai do dia 14 de junho, a Sesai havia iniciado processo junto ao Ministério Público para assegurar o tratamento do cacique avá-canoeiro no HC-UFG. O Ministério Público pode conseguir liminares que obriguem o hospital a fornecer os medicamentos, mas a Justiça não costuma indicar a origem dos recursos gastos no tratamento.
Na segunda-feira deverá ocorrer uma nova reunião entre representantes da Sesai e da Funai sobre a situação de Iawi Avá-Canoeiro, que poderá ser levado a Brasília para tratamento. A Funai também considera contratar um plano de saúde privado para os avás-canoeiros terem um tratamento diferenciado ao do sistema público.

 


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25/06/2013 às 12:08:58

Pimenta Tradicional

 Projeto divulga pimenta tradicional das mulheres do Povo Kisedje

O projeto desenvolvido pelas mulheres Kisedje, no Mato Grosso, apoiado pela FLD, já apresenta os primeiros resultados. Elas coletam variedades de pimenta e agora estão produzindo, processando e buscando comercializar tanto com a população local quanto com a dos grandes centros. A atividade consiste em um resgate, registro e garantia da transmissão do conhecimento cultural e tradicional e na geração de renda de forma sustentável.

As mulheres estão organizadas através da Associação Indígena Kisedje (AIK) que é parceira do Instituto Socioambiental (ISA), em Canarana, Mato Grosso. Elas relatam que toda a comunidade acabou se envolvendo, como as crianças que criaram o desenho para o rótulo, e os homens que estão contribuindo para a criação da embalagem. Indiretamente, 440 pessoas estão sendo beneficiadas pela iniciativa – a população moradora nas quatro aldeias envolvidas no projeto.

Um vídeo está sendo realizado com registros de todas as etapas de execução do projeto Mendije Nho Wájsy.

Moitaré e os xinguanos

As aldeias localizam-se na terra TI Wawi, contínua ao leste do Parque Indígena do Xingu (PIX), Mato Grosso, na bacia hidrográfica do Rio Xingu, a região de transição entre o Bioma Cerrado e a Floresta Amazônica. O povo Kisêdjê se organiza politicamente por meio de conversas coletivas, cada pessoa cumpre um papel específico e a orientação e a tomada de decisão final é feita pelo cacique.

Dentre as atividades econômicas tradicionais realizadas para a própria subsistência - as quais encontram-se dificultadas em decorrência da diminuição do território -, está a produção e o comércio do mel, do artesanato, das sementes, dos óleos e da pimenta moída, foco do projeto apoiado pela FLD.

A pimenta é tida como um insumo de trocas praticadas tradicionalmente pelos Xinguanos (povos que vivem no Parque do Xingu), a moitará. Um legítimo exemplo de economia solidária e comércio justo, onde a moeda é a necessidade do bem em troca e o produto tem o seu devido valor. O projeto da pimenta possibilita a garantia de um complemento na renda familiar e comunitária para acessar produtos manufaturados que hoje necessitam, provenientes do mundo do não índio.

 

 

 


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